Cosmos | Por Carl Sagan

Telescópio no Havaí fotografa jovem planeta cor-de-rosa

FOLHA DE SP

Uma equipe internacional de astrônomos detectou, por meio dados do Telescópio Subaru, no Havaí, um planeta gigante em órbita da estrela GJ 504.

Com massa várias vezes maior que a de Júpiter, o planeta GJ 504b é o de menor massa já detectado em volta de uma estrela como o Sol usando técnicas de imageamento direto.

Nasa/AFP
Ilustração da Nasa mostra o novo exoplaneta GJ 504b, que está a 57 anos-luz da Terra e tem 160 milhões de anos
Ilustração da Nasa mostra o novo exoplaneta GJ 504b, que está a 57 anos-luz da Terra e tem 160 milhões de anos

"Se pudéssemos viajar até esse planeta gigante, veríamos um mundo ainda brilhando com o calor de sua formação, com uma cor similar ao magenta", afirmou Michael McElwain, do Centro Goddard em Greenbelt, da Nasa, em um comunicado da agência espacial. "Nossa câmera de infravermelho próximo revela que a cor dele é mais azul do que a de outros planetas detectados com imageamento, o que pode indicar que sua atmosfera tem menos nuvens."

O planeta está a uma distância de sua estrela equivalente a nove vezes a distância entre Júpiter e o Sol.

Sua localização, bem distante de sua estrela, vai fazer os cientistas repensarem os modelos tradicionais de formação de planetas.

DETECÇÃO

Há várias formas de encontrar planetas fora do Sistema Solar. A observação direta, método usado na descoberta do GJ 504b, dá informações sobre luminosidade, temperatura, atmosfera e órbita, mas traz grandes desafios. "Como os planetas têm brilho fraco e estão perto de suas estrelas, é como tentar tirar uma foto de um vagalume perto de um holofote", afirma Masayuki Kuzuhara, do Instituto de Tecnologia de Tóquio e líder do estudo.

O novo planeta tem quatro vezes a massa de Júpiter e uma temperatura de 237 º C. A estrela que ele orbita é um pouco mais quente que o Sol e fica na constelação de Virgem.

O sistema onde o planeta está é jovem, com cerca de 160 milhões de anos (o Sistema Solar tem 4,6 bilhões de anos). A pouca idade faz com que o planeta não tenha perdido ainda o calor de sua formação, tornando-o mais visível para os telescópios.

Um artigo detalhando a descoberta foi aceito para publicação no "Astrophysical Journal".



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