Cosmos | Por Carl Sagan

Índia planeja nova expedição a Marte

A Índia planeja enviar uma nova expedição para Marte já em 2018. Desta vez, como anunciou aos jornalistas S Shiva Kumar, diretor do Centro de Projeção e Desenvolvimento de Satélites da Organização de Estudos Espaciais da Índia (ISRO), serão enviados para o planeta vermelho um aparelho para a aterrissagem e um veículo marciano.


Olga Ivashina | Voz da Rússia

O otimismo dos cientistas indianos baseia-se na primeira expedição com êxito a Marte. No dia 24 de setembro deste ano, a sonda indiana Mangalyaan, que percorreu uma distância de 680 milhões de quilómetros, conseguiu atingir a órbita desse planeta. A Índia se tornou assim o primeiro país no mundo que conseguiu enviar a sua sonda para a órbita de Marte à primeira tentativa.

Todavia, a missão científica do aparelho espacial enviado foi bastante modesta: ele deve enviar para Terra fotografias da superfície de Marte. A estação americana Mariner 4 realizou semelhante tarefa ainda em 1964. A missão Mangalyaan está programada para seis meses. E isso é cinco vezes menos do que o tempo que os cientistas indianos gastaram na preparação dessa missão.

Na própria Índia reconhecem que a primeira expedição a Marte foi, antes de tudo, demonstrativa. O país simplesmente demonstrou a todo o mundo as suas capacidades tecnológicas, considera Andrei Ionin, membro-correspondente da Academia de Astronáutica da Rússia.

"É um grande êxito para a Índia. Trata-se, sem dúvida, de um grande projeto. A Índia, tal como muitos países que tentam aumentar o seu papel no processo tecnológico mundial, presta grande atenção à astronáutica. Pois o ramo astronáutico nacional é um dos atributos de uma potência com altas tecnologias".

A Índia terá de trabalhar muito, de resolver numerosas tarefas tecnológicas para realizar com êxito a sua segunda expedição a Marte mais complicada. A expedição à Lua em 2016 ira anteceder o novo voo a Marte. O Chandrayaan-2 deverá transportar para o satélite da Terra um aparelho de aterragem e um veículo lunar. A experiência da expedição lunar será indispensável para a realização da missão Mars 2.

Os ajustes finais do novo foguetão portador pesado são outra das tarefas complexas para os construtores e engenheiros indianos. Os especialistas do ISRO já criaram um foguetão portador para os satélites geoestacionários GSLV-Mark I-III e o seu próprio motor criogénico de foguetão. Segundo os cálculos, semelhantes mísseis poderão transportar para o Espaço aparelhos com um peso de duas ou até três toneladas.

"Os GSLV-Mark I-III serão utilizados para a realização do lançamento da estação Chandrayaan-2, que é mais pesada do que a anterior Chandrayaan-1, e, mais tarde na missão Mars 2, porque, além da aparelhagem científica, essas estações irão transportar um aparelho de aterragem e uma sonda", explicou o diretor S Shiva Kumar.

O primeiro lançamento dos GSLV-Mark I-III está marcado para dezembro deste ano. Os cientistas indianos esperam conseguir terminar todos os testes do próprio foguetão portador pesado até à expedição lunar, planejada para 2016.


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